E a resposta veio. Nonsense como sempre. Me confundindo… Me dominando… Me desnorteando.
E era impossível não ser arrastada devolta para aqueles momentos no passado quando a sensação era outra…
E assim engatamos numa conversa via e-mail que se transformou numa conversa via msn que se transformou numa conversa diária via celular [God Bless Oi!].
Até que ele me pergunta: “O que vai fazer no dia X?”
E aí combinamos.
Eu iria no show de uma banda querida e de lá iria sem dormir encontrar com ele… num sábado de ma nhã no metrô.
De acordo com ele não tinha porque mentir pra namorada, afinal seria uma conversa entre amigos. Velhos amigos.
Então nos encontramos em pleno metrô e fomos pra um café pequeno e escondido perto do metrô.
E então começou a novela.
A conversa olhos nos olhos que deveria ser objetiva e direta se perdia em tantas palavras vazias e dúbias que ele me dava.
Por-que-terminamos-eu-te-amava-eu-ia-te-pedir-em-namoro-naquela-semana-você-foi-embora-eu-te-avisei-que-iria-eu-queria-você-pra-mim-você-teve-todas-as-chances-você-fugiu-você-partiu-você-partiu-meu-coração
Eu perguntava e ele me respondia com evasivas ou com divagações e eu me frustrei.
Toda vez que levantava pra ir ao banheiro ou pedir um novo café ele me fazia um carinho e eu me segurava pra não ceder.
Sempre fui fraca.
O celular dele começou a tocar e eu fiquei impaciente.
Ele atendeu e foi absurdamente estúpido com a namorada.
Eu sabia o que estava acontecendo por isso tive que ser duplamente forte. Ceder naquele momento não seria somente me deixar levar por um desejo, mas me deixar trair. Trair meus juízos de valor.
Então nos levantamos e voltamos pra estação.
A despedida foi tensa. Recheada de desejos contidos e frustrações.
Então eu vim pra casa e comecei a ver meus filmes antigos.
Vi “Gata em Teto de Zinco Quente” e “…E o Vento Levou” e fiquei emotiva…
Então no auge de uma TPM depressiva eu mandei uma mensagem.
“Não sei qual o seu intuito em me encontrar mas sempre tenho a sensação de que você me usa pra afagar o ego”
